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Mosteiro da Santa Maria de Seiça

A GRANDEZA DO IMPULSIONADOR
(2017)
IMÓVEL SEM INTERESSE PUBLICO
(2017)
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RESUMO DA HISTÓRIA

Devido a pouca documentação deste local na a uma data exacta da sua construção, mas os documentos mais antigos que falam sobre este local são de 1162. De muitas lendas, este local já foi habitado por Ordens Religiosas, monges e em 1911 habitado por uma família de emigrantes do Brasil que transformaram o mosteiro numa fabrica. Destes 1976 que o mosteiro esta ao abandono e em grande risco de queda. Depois de ser classificado com imóvel de interesse publico e de ser comprado pela câmara municipal da figueira da foz, ainda no foi feito nada devido aos elevados custos de restauro e recuperação.

Fachada
Chaminé
Grades Estação Lateral
Estação Lateral
Entrada Principal
Interior da Igreja
Torre
Claustros
Piso 1 dos Claustros
Estragos no Telhado dos quartos
Tecto da Igreja
Claustros
Sala Lateral a Igreja
Corredores dos Claustros
Piso 1 - Corredor dos quartos
Tecto dos Quartos
Armazéns nas Traseiras da Igreja
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HISTÓRIA

O mosteiro não tem uma data de construção de documentada. O documente mais antigo que faz referencia ao mosteiro é de 1162. Anos depois, em 1175, D. Afonso Henriques emite carta de doação de couto de Barra a D. Pelágio Egas. Nesta época, a ordem Cister crescia em Portugal. Em 1195, no reinado de D. Sancho I, a comunidade cistercienses diminui-o, ficando apenas duas filiações em Mosteiros de Alcobaça, o Mosteiro da Santa Maria de Maceira Dão em 1188 e o Mosteiro da Santa Maria de Seiça, em 1195.

Desde essa época o mosteiro passou a ser da Ordem de Cister, e a receber monges brancos.

Protegido pelo coroa ao longo de toda a idade media, o mosteiro foi suprimido por D. João III, em 1555, devido aos desentendimentos da casa-mãe de Alcobaça, e foi entregue a Ordem de Cristo.

Em 1560, foi D. Sebastião que restitui-o o mosteiro à alçada da grande abadia cisterciense.

Em 1567, foi criada a Congregação de Santa Maria de Alcobaça, a qual procede à reconstrução e reformulação dos seus mosteiros. O mosteiro procedeu-se à construção de um mosteiro inteiramente novo, cujas obras dos novos lugares regulares tiveram início a 11 de Julho 1572.

Em 1672, foi derrubada a igreja medieval para dar início à construção da Igreja actual.

O mosteiro também funcionou como centro de estudos filosóficos da ordem, devido a proximidade ao Colégio de Santa Cruz de Coimbra.

Em 1834, Com a extinção das ordens religiosas e no âmbito da reforma gera eclesiástica, empreendida pelo Ministro e Secretário de Estado, foram extintos todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e casas de religiosos de todas as ordens religiosas, ficando assim habitado até à morte da última freira/bispo/monge. E foi nesse ano que o mosteiro ficou ao abandono.

O mosteiro passou a ser propriedade do estado, e mais tarde foi entregue a Junta de Paróquia de Nossa Senhora do Ó do Paião, a igreja e o mosteiro do extinto Mosteiro de Santa Maria de Seiça, através de Carta de Lei de 22 de Fevereiro de 1861, emitida por D. Pedro V.

No decorrer do séc. XIX a Igreja Matriz do Paião necessitava de reparações constantes. Mal o povo recuperava dos impostos cobrados para obras, já novos restauros eram necessários.

Nisto a Junta de Paróquia, em 11 de Janeiro de 1863, deliberou chamar peritos para avaliarem as obras necessárias na Igreja Matriz, a qual se encontrava em avançado estado de degradação.

Entre avanços e recuos sobre a construção ou não de uma nova igreja, durante anos foram executadas obras de restauro na existente. Só em Fevereiro de 1896 tiveram inicio as obras destinadas à construção da actual Igreja Matriz do Paião.

Em 1871, a Junta de Paróquia deliberou a demolição da sacristia e o gigante de pedra do Mosteiro de Seiça para com essa pedra tapar o cemitério e o adro da Igreja Matriz do Paião.

Em 1888, com a construção da Linha Oeste, terá obrigado à demolição das estruturas subsistentes.

Em 1895, a Junta de Paróquia vendeu o Mosteiro de Seiça a particulares.

Em 1911, o Mosteiro foi vendido novamente a particulares. Comprado por emigrantes do Brasil que adaptaram o convento numa "casa" e a igreja numa das primeiras fabricas de descascamento de arroz.

Apesar de ter sido modificado para ser uma fabrica, foram essas modificações que fizeram com que o mosteiro fosse conversado por mais alguns anos.

Foi em 1976, que o mosteiro ficou novamente ao abandono e começou a cair aos pedaços.

Perto do ano 2000, o então presidente, Pedro Santana Lopes, adquiri-o este património classificado, para a autarquia, para vender a privados.

Em 2002, o mosteiro foi classificado como Imóvel de Interesse Público. E em 2004, celebrou-se a escritura da compra do mosteiro pela Câmara Municipal da Figueira da Foz.

Em Julho de 2011, no Encontro de Cultura e Património, foi apresentada a carta de risco do Mosteiro.

Desde então têm surgido projectos e associações para o restauro ou aproveitamento do mosteiro, mas até aos dias de hoje o mosteiro tem caído em degradação, transformando-se destas ruínas com eminente perigo de desabamento.

Em Abril de 2019, o Mosteiro foi considerado Monumento Nacional, para se poder candidatar se a fundos comunitários de maneira a fazer obras para que a estrutura de mosteiro não acabem por ruir.

 

Lenda do Abade João

A mais de 1 milénio, reza a lenda do Abade João, um monge e guerreiro, que defendia o Castelo de Montemor-o-Velho dos mouros.

Um dia, Abade João e toda a sua aldeia, são cercados pelos mouros no castelo. Abade João tendo apenas duas saídas, ou se rendia ou era morto, resolveu mandar matar todas as mulher e crianças para que não fossem levadas em cativeiro pelas mãos do inimigo.

Depois desta ordem, Abade João e as suas tropas saíram do castelo e atacam os mouros, acabando por vencer o inimigo, apesar no pequeno numero das tropas cristãs.

Com todo o remorso de ter assassinado todas as mulher e crianças, convencido de que não iria ganhar a batalha, o Abade João isola-se, num pequeno sitio, e reza durante dia e noite, pedindo a Deus perdão por não ter confiado na mão divina.

Na madrugada seguinte, surgem os primeiros mensageiros a dar as noticias de que todas as pessoas que ele terá mandado matar afinal estavam vivas.

O Abade João, feliz com tal noticia, decidi-o renunciar a guarda do castelo e passou o resto na sua vida naquele sitio, a Capela de Nossa Senhora de Seiça.

Lenda de D. Afonso Henriques

A Lenda de D. Afonso Henriques conta que num dia de caçada, perto de Seiça, um dos seus escudeiros teve um acidente quase fatal. O seu cavalo ao perseguir uma peça de caça caio, e o escudeiro ficou debaixo dele completamente imobilizado.

D. Afonso Henriques ao chegar a Capela da Nossa Senhora de Seiça, ajoelhou-se e rezou. Reza a lenda que rezou com tanta fé que ao trazerem o escudeiro para dentro da capela e ao deitarem-no no chão ele recuperou a vida.

Por este milagre, D. Afonso Henriques prometeu construir um mosteiro/convento para os ermita que ali viviam e para todos os que viessem a viver.

Publicado em 4 de Abril de 2018

Fotografias de Abril de 2017 e Outubro de 2018

Reescrito em 24 de Maio de 2019

PROJECTO CONCLUÍDO

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